Friday, July 29, 2016

TAG Desafio 52 semanas Top 5 - Semana 3


.: SEMANA 3:.

TOP 5 COISAS PARA SE FAZER NO CALOR

1. Lavar coisas: carro, banheiro, roupas, Cães…

2. Chupe-chupe em casa de sucos de frutas refrescantes

3. Tomar banho de cachoeira, piscina ou de mangueira (sem glamour mas uma das delícias simples da vida)

4. Comer melancia ou abacaxi (de preferencia no Mercado Central)

5. Andar contra o vento

Friday, July 22, 2016

TAG Desafio 52 semanas Top 5 - Semana 2


.: Semana 2:.

TOP 5 EU NUNCA...

1.  Andei de patins

2. Comi lagosta

3. Fui para a Disney ou qualquer parque de diversões grande e fixo

4. Assisti filmes nas salas Imax

5. Desmaiei

Thursday, July 21, 2016

Sim, eu gosto de animes!


Aquele momento em que você deixa muito claro que tem mais de 30: o primeiro anime que assisti, apesar de não saber nem que existia esse termo, foi na TV Manchete! Chamava-se Honey Honey, na verdade Honey Honey no Suteki na Boken (viva o google)!



O mais interessante é que naqueles tempos passavam diversos anime super tristes! Alguns me marcaram para sempre como o do Frankstein. Sinopse: o nosso amigo Frank ajudava uma menininha mas como era feio, com aparência de mal, foi perseguido pelos aldeões. Acho até que ele morre no final! Nome original Kyoufu Densetsu – Kaiki! Frankenstein



Contudo, o premio "anime mais triste de todos os tempos" vai para um que não sei o nome. Se alguém souber como se chama esse anime por favor me fale! O anime mostra uma menina que precisa atravessar um bosque até um lago. Ao longo do caminho ela encontra com uma série de pessoas que precisam de algo que ela possui. Ela vai distribuindo tudo o que tem até que finalmente chega nua no lago, entra e MORRE!! Sério eu nunca esqueci esse desenho! Morro de curiosidade de assisti-lo novamente para ver se eu perdi algo. Se alguém souber me fale, por favor!

Pois bem, anos depois acompanhei o super moderno Sailor Moon! Moderno? Sim, pois era década de 90 e ele trazia casal de lésbicas numa boa. Tratava tudo com a maior naturalidade! Muito bom! E Cavaleiros do Zodíaco onde conheci meu primeiro “crush 2D”: o lindíssimo cavaleiro do dragão, Shiryu (foi mal mas só assisti o clássico)!




Alguns anos sem assistir nada e eis que surge Animax (que tinha outro nome que não me lembro mais) e conheci Blue Seed.  Anime que quase ninguém comenta mas foi o que restaurou me interesse por esse gênero.



Com o advento da internet (sim eu vive parte da minha vida sem que existisse internet na casa das pessoas comuns) não sou mais capaz de listar os animes que já assisti, pois são muitos e muito diversificados. Essa é a graça de gostar de animes: além de seguir alguns longuíssimo, no meu caso Naruto,  podemos assistir diversos menores, de 12 a 20 episódios, em um curto espaço de tempo e é praticamente infinito! Se São bons já são outros quinhentos, mas, com certeza, vale a pena arriscar!

Wednesday, July 20, 2016

Toda a elegância do Chico


Como não se encantar com Chico?

Desde pequena minha mãe, em diversas ocasiões, usava alguma música do Chico Buarque para ilustrar algo que precisaríamos fazer (mãe com bom gosto é outra coisa). Então fiquei mega fã dele desde muito cedo.  Contudo, convivo com muitos jovens e me atrevo a ponderar: será que conhecem o repertório fantástico dele?



Na dúvida listarei algumas poucas músicas, por que, se forem pesquisar, verão o quão vasto e rico é a discografia desse moço, que eu adoro cantar! Lembrem-se, para mim música tem que ser boa de cantar! Não sou ouvinte, sou cantante (grande problema quando se está no ônibus ou em longas caminhadas especialmente por que acho muito difícil cantar sussurrando).

A ordem é completamente aleatória e estou colocando links para ouvir no youtube e conhecer cada uma delas. então vamos lá:

Atrás da Porta https://www.youtube.com/watch?v=I5yXXbiFW6Q  (Música de Chico e Francis Hime Cantada por Elis Regina)

João e Maria https://www.youtube.com/watch?v=5tQdqepsLOs  (com participação da Cantora Nara Leão)



Cotidiano (música que minha mãe cantava muito) https://www.youtube.com/watch?v=8LeIg-TtHQw


Tatuagem https://www.youtube.com/watch?v=h8p-Cx-NhEg (Musica de Chico e Ruy Guerra  cantada por Elis Regina)

Eu te amo https://www.youtube.com/watch?v=M1nvavKdxv0 (com participação de Telma Costa)




Poderia citar muitas outras que gosto porém,  são mais difíceis de cantar, logo não se encaixam por aqui. Então essa é a listinha básica para começar a gostar de ao menos cantar Chico. Um artista que cria verdadeiras jóias com letras poéticas e humanas. Deixando à flor da pele os sentimentos que tentamos muitas vezes esconder.  Um compositor escandalosamente maravilhoso!

Até breve com mais pitacos!

Tuesday, July 19, 2016

Concordo mais não aceito!



Da série "coisas que lemos no Facebook" vi algo que merece comentário.



Eu concordo plenamente com a constatação dessa pessoa contudo acho extremamente perigoso começar a usar esse fato como aceitável ou consolo.

Já vimos que tudo na vida precisa de equilíbrio e que repetir ideias dessa natureza são como andar no fio da navalha! Na idade média, a igreja católica usava o mesmo tipo de discurso para fazer as pessoas aceitarem a vida horrível que levavam, prometendo mundos e fundos nos céus! (Estranho é que algumas religiões ainda prometem de um tudo no céus...)

Eu sei que não é o caso, mas fazer o sofrimento se tornar algo "bom" é péssimo! O certo é usar isso como chamada para luta! Isso não é certo! O certo é que é as pessoas do bem (não confundir com "de bem" que para mim é um insulto) têm que se dar bem, por que merecem, fazem por onde! (não confundir com meritocracia que é um conceito deturpado e torpe).

Então, por mais que a intenção seja ótima (sim, eu entendi a ironia do moço) mas não podemos deixar isso virar o ópio pacificador! Tem que ser fomento de discussões e reflexões que geram mudança! Isso sim!

Se estamos vendo que as pessoas desonestas e corruptas estão se aproveitando e explorando os bons e honestos, então é hora de corrigir isso! E é pra ontem! Não podemos aceitar essa perversão! É uma completa inversão de valores!

Então, bora pensar que é pra isso que temos cérebro!

Monday, July 18, 2016

Minha Família de quatro patas


Eu nunca havia tido contato próximo com nenhum animal de estimação até Janeiro de 2014. Minha mãe é completamente avessa a animais de estimação. Meu pai teve diversos gatos quando era vivo mas eu tive pouco contato com eles. Mas quem sai aos seus não degenera, já dizia o ditado.

Dia 5 de Janeiro de 2014, voltando da feira da Afonso pena, eu adotei minha primeira gatinha: Chiara (mais conhecida como Kiki, Kikizinho para os íntimos). Uma linda gatinha preta como a asa da graúna. Kiki não gosta de colo mas é uma excelente companheira. Deita-se ao nosso lado, sempre querendo participar das coisas mas mantendo seus limites. Carinho só um pouco e quando ela quer. Contudo faz festinha quando a gente chega. Deita ao lado das pessoas que estão tristes. Rouba bolos dos desavisados (mas isso é assunto para outra ocasião). Muito fofa.





O meu amor por ela é tão avassalador que comecei a amar todos os bichos então, uma ano e meio depois, após comer uma cachorro quente com meu marido, conheci uma cadelinha muito inteligente. Magrela e esperta ela veio nos seguindo discretamente até em casa. Algo nela é extremamente carismático. Talvez a pelagem descabelada e loura, que lhe rendeu o apelido de Estopinha, ou a carinha de alegre, não sei ao certo. Fato é que ficamos tocados por ela e decidimos que seria uma boa coisa adotá-la. Levamos ao veterinário para dar banho, tosar e fazer consulta (vacinas, vermifugos etc). Convivendo com ela percebemos que ela era uma lady, meio espoleta, mas come com uma delicadeza inigualável. Ama andar de carro (ao ponto de entrar se você bobear)!



Isso era dia 02 de Julho. Eis que no dia 14, acordo pela manhã e Nina teve um filhote!? Sim, ninguém sabia que ela estava grávida e ela não fez nenhum barulhinho sequer... Como ela veio com uma Surpresinha, resolvemos chamar sua única filhotinha de Kinder!



Kinder além de mimada virou o dobro do tamanho da mãe! Kikizinho continuou mandando no quintal mas todos se davam bem. Kinder e Nina as vezes levavam uns tapinhas da Kiki quando ficavam muito loucas e barulhentas perto delas. E devo dizer elas são duas loucas. Come tudo: pregador de roupas, as próprias roupas do varal, cimento, madeira... Tudo! Além de gostar de brincar fazendo som de zumbis! Agora que estão maiores estão mais obedientes e menos destruidoras.

Em Abril de 2015 minha tia me avisa que um filhotinho de gato entrou no motor do carro dela. Como ela não iria ficar com ele e não tinha achado um lar eu prontamente o peguei. Ele era ela. Matilda! Linda de morrer. Frajolinha de pelo longo e extremamente carinhosa com meu marido e eu (apesar de se esconder sempre que alguém chegava a minha casa). Ela adorava amassar pãozinho então bastava ver algum de nós deitados para subir e massagear! Delícia!



 Ela conseguia até a proeza de fazer a Kiki ficar dando "banho" nela! Resmungava mas abraçava ela e lambia! Até dormiam juntas! As cachorras amavam ela! Ela dormia com elas, deixavam elas lamber! Um dengo só!

Um mês depois, indo para o trabalho vi de longe um gatinho. Pensei que Matilda tivesse fugido quando eu sai, sem que eu percebesse. Voltei correndo para pegá-la e levar para casa. Mas qaundo me aproximei vi que não era Matildinha! Era um gatinho lindo e manhoso que ronronou assim que eu o peguei no colo. Ele tinha o mesmo tamanho da Matilda mas o porte diferente. Peguei e levei para casa para dar água e comida e ver o que fazer.

Ficamos sabendo que a vizinha o "criava" na rua (deixava comida numa saquinho no portão pra ele) por que a netinha dela havia o encontrado mas a mãe não deixou ela cria-lo no quintal. Eu fiquei horrorizada. Perguntei se poderíamos procurar uma família para ele já que uma de nossas gatas ainda era novinha e nao tinha sido castrada (estava marcada para um mês e meio depois) e que era perigoso para o gato e para nós mate-lo na rua sem remédios e sem castrar. Ela aceitou já que não poderia se responsabilizar por ele. Fomos a uma ONG mas estavam abarrotados de animais. É muito triste ver os bichinhos suplicando por amor... De cortar o coração. Então decidimos ficar com ele. Matilda e ele se deram bem instantaneamente (o mesmo nao ocorreu com Kiki). E virarm um casalzinho inseparável! Como ele era cinza, astuto e lindo recebeu o nome de Kakashi!




Nossa família era muito feliz até o fatídico dia 06/01/2016 quando minha amada Matildinha foi envenenada. Não quero entrar em detalhes sobre isso agora por que é um assunto muito melindroso para mim! Tenho milhões de coisas para dizer a respeito e o farei num post exclusivo sobre isso.

Só posso dizer que nem o canto dos pássaros conseguiam penetrar o vazio imenso que tomou conta de nossos corações nesse dia. Revolta, tristeza e choque ficavam se alternando num furacão de sentimentos. Quando parecia que não iriamos suportar a dor dessa perda brutal tomamos a decisão de adotar um filhotinho. Precisávamos da alegria de um filhote para combater a desesperança que tomou conta de nossas  vidas (que já estava cheia de mudanças de outras naturezas). Foi então que conheci Amora!


Amora era uma gatinha tímida que foi se soltando aos poucos e ficando cada dia mais linda e carinhosa! Ela morre de amores pelo meu marido! Muito fofa! Mas parece que não estava destina a ficar só por que no mesmo dia em que ela chegou, quando tive que ir na casa da minha mãe, encontrei um gatinho preto bebe (como eu havia sonhado que iria encontrar) miando insistentemente na rua. Não pensei duas vezes, levei para casa. E ele era lindo! Parecia um ursinho. Gordinho, peludinho e minúsculo! Devia ter no máximo um mês. Amora tinha quase dois meses e tinha uma irmãzinho preta (que não trouxemos). Eles viram irmãos imediatamente. Chamei-o de Bartolomeu!




E assim cheguei a absurda soma de quatro gatinhos, duas cadelinhas loucas e dois humanos e meio (que as vezes meu enteado vem animar a patota) numa casa!  É muito amor!


Friday, July 15, 2016

TAG Desafio 52 semanas Top 5 - semana 1


.: Semana 1:.


TOP 5 COISAS QUE ME DEIXAM FELIZ:


1.    Brincar com meus gatos, fazer carinho e escutar seu ronronar!

2. Costurar, acho gostoso!

3. Conversar com pessoas interessantes. Pessoas entusiasmadas para devanear sobre assuntos que me tocam (como músicas, cinema, livros, mangás, animes etc). Eu realmente adoro. Nos eventos que participo com a Cia do Ponto costumo ter oportunidade de conhecer muitas pessoas assim. Muito bom!

4.  Cantar . Só para constar não vale ser baixinho (o que não significa gritar). Qualquer banho vira um show!

5. Fazer teatro. É estranho mencionar isso já que só fiz teatro por míseros um ano e meio, contudo eu fui muito feliz todas as vezes em que estava no palco e na coxia. Estar cercada por pessoas talentosas, heterogêneas e mega interessantes fazia que eu me sentir numa eterna semana de arte moderna. Saudades de todos do Grupo Rotunda onde fui imensamente feliz!

1

Thursday, July 14, 2016

Momento controvérsia: Copie e cole, mas pense antes.


Outro dia tive a terrível experiência de ler uma postagem de Facebook (dessas “copiar e colar”) que eu achei tão ofensiva que tive que me controlar para não comentar.

No caso eu sei que a pessoa, que é mega legal, não deve ter pensado na profundidade do que estava escrito antes de postar, então juntei toda a força do meu ser e simplesmente passei adiante, silenciosamente.

A publicação dizia:

Um brinde a mim mesma, que mudei a minha ‪#‎CINTURA por uma‪#‎BARRIGA , troquei vários pares de ‪#‎SAPATOS por fraldas e‪#‎BRINQUEDOS ...que deixei ‪#‎NOITES de ‪#‎ENCONTROS com ‪#‎AMIGOSpor constantes #NOITES em ‪#‎CLARO. Que mudei tanto e deixei tudo para receber  ‪#‎AMOR em troca.
Vamos ver quantas 
‪#‎MÃES ‪#‎ORGULHOSAS copiam e colam no seu mural.‪#‎AmoSerMãe....

Momento de silêncio por todas as feministas do mundo que perceberam o que me incomodou.



Primeiro: Fora Temer. Ok, estou zuando (#SQN) .  Para começar não transforme uma coisa tão bonita, profunda e importante como a maternidade em algo opressor! Não propague sua escolha como algo que por si só te torna melhor ou pior que alguém! Isso não é verdade. Ter um filho não é um “raio magico de transformação em seres humanos melhores”. Não desmereça sua própria experiência. Como qualquer outra coisa na vida, só será positiva se você se esforçar para se tornar melhor.

Segundo:  Não seja medíocre ao ponto de generalizar e banalizar escolhas de vida categorizando pessoas que não fizeram sua escolha (se é que de fato não a fizeram) como pessoas fúteis! Não gente. Você se tornará mãe! Comece o exercício de ser melhor que ontem não propagando ideias sexistas e opressoras!! Além de tudo uma mãe pode continuar sendo vaidosa e gostar de sapatos e nem todas as mulheres que não têm filhos o fazem por vaidade!

Terceiro:  Não propague o modelo que a mulher, uma vez que se torna mãe, deve deixar de fazer tudo que fazia e virar essa nova espécime, que vive exclusivamente para seus filhos, reprimindo qualquer coisas que seja manifestação de sua própria identidade. Claro que nos primeiros meses de vida o bebê exige cuidados extras. Claro que um filho tem impacto na vida dos seres humanos. Mas assim como os pais continuam tendo vida e personalidade, a mãe também deve ter.  Para minha alegria eu conheço diversos casos de mães que continuam existindo como indivíduos e criam filhos saudáveis que entendem que o mundo não gira em torno deles, prontos para o futuro.

Enfim. Eu entendo que as pessoas que postam isso apenas querem extravasar a imensa alegria de ser mãe! Parabéns, estaremos sempre na torcida! Mas, justamente por que como pais estão formando uma criança, é fundamental tentar ver além! Sejamos críticos e ponderados! É nosso dever como adultos pensar, refletir e buscar jogar fora o que não deve ser aceito numa sociedade civilizada e inteligente e propagar o que há de bom e saudável para mentes promissoras!


Antes de colar, reflita: isso é realmente o que penso? Se sim, vá em frente. Se não, não faça.

Wednesday, July 13, 2016

É distância ou fim mesmo?


Tenho tentado escutar também meus amigos de dentro da caixa deles. Faz tempo consegui ver nitidamente as caixas de meu pai. Algumas de minha mãe... Algumas pessoas são mais difíceis de identificar o que é caixa e o que é pessoa... Mas de um modo geral sinto que estou numa fase onde convivo melhor com as pessoas. Mas ainda me pergunto muito, sempre que sinto alguém se afastar, se é algo que pode ser evitado. Pergunta mais difícil esta!

(Imagem: The Balance - Christian Schloe)

O momento que o Brasil vive desde 2013 (para tentar pontuar) é um momento de começar a identificar algumas caixas: de racismo, preconceito, homofobia e tantas outras máscaras que foram começando a cair.

Nesse processo algumas pessoas ficaram nuas e não sabiam mais lidar com isso. E para mim ficou igualmente difícil lidar com elas. Separar o que eu consigo aceitar em termos de diferença e o que eu não consigo aceitar em termos de ideologia. E eu sei que muitas dessas mesmas pessoas se sentem assim em relação a mim.

Eu sou por essência leal. A única característica que tenho certeza sobre mim é essa. Prezo imensamente a lealdade. Observe que lealdade está fundamentada em convicção e fidelidade conveniência. Eu sou leal. Tenho muita dificuldade de desistir de pessoas por que o que me uni (quando realmente me sinto conectada a ela) é a convicção de que essa pessoa tem bom caráter e, algo mais difícil de definir, boa alma. Nunca fui do tipo que idealiza pessoas, do tipo que acha que a pessoa é maravilhosa, sem defeitos. Não acredito em pessoas que parecem "perfeitinhas". Não confio nelas. Meus amigos, assim como meu amor, não precisam ser perfeitos, ter um ótimo temperamento, nem dada disso. A única coisa fundamental para mim é que sejam íntegros e verdadeiros.

Atualmente tenho lidado com um dilema. Deparei com algumas “caixas” no outro que não consigo conviver. E isso tem me levado a milhares de questionamentos. Ainda não cheguei a nenhuma conclusão sobre isso de fato, mas acho triste pensar que posicionamento político impossibilite pessoas de conversar e conviver. Mas fato é que política é algo que não se tira da vida. É impossível decidir simplesmente não viver esse aspecto da nossa existência humana. Você pode ser omisso e deixar os outros decidirem por você, mas você nunca ficará imune às consequências disso. Sendo assim não compro essa de ser neutro. Já dizia Paulo Freire, todo ato é ideológico. Mas eu acreditava que as relações afetivas conseguiam sobreviver às diferenças dessa natureza... Nesse cenário que até Abril era de ódio crepitante eu me senti uma Judia que era amiga de um Nazista... Será que os anos vividos juntos seriam suficientes para manter uma amizade? Muitas coisas foram ditas e não se desdiz a generalização e a ofensa raivosa (mesmo que não direcionada a mim mas as pessoas que pensam como eu).

Hoje a distancia entre nós me faz questionar se é o fim ou apenas um momento de isolamento para reflexão. A resposta eu não sei, mas essas questões existirão para sempre. Qual é o limite do que deve ser tolerado? Será que discordar silenciosamente numa mesa de bar ou de uma festa seria o caminho? Será que ainda é possível discordar sem brigar? Será que um dia o Brasil voltará a ser “cordial”?

Quanto ao Brasil acho que, apesar de estar sendo um processo doloroso, é importante assumir que somos sim preconceituosos, racistas, homofobicos, machista e que o “jeitinho Brasileiro” não passa de eufemismo para ocultar o fato de a corrupção ser nocivamente aceita no nosso dia a dia. Encarar isso é o modo de se mudar. É como no luto: chega de negação!

Supostamente os estágios do luto são: Negação, Raiva, Negociação, Depressão e Aceitação.  No caso das relações afetivas não sei onde me encontro por que ainda não sei se é o fim. Seria isso negação?

Olhando em retrocesso não foi a política que nos afastou, na verdade foram escolhas. De repente percebi que não fazia mais parte da vida de alguém muito querido.  E o que dificultava avaliar a situação é que para ser amigo não precisa se estar junto todo o tempo. Tenho vários amigos que vejo poucas vezes ao ano, mas em qualquer conversa ao telefone ou encontro em aniversário é a mesma coisa, como se nunca houvéssemos nos separado. 

Apesar de tudo o meu carinho continua o mesmo. Em algumas opiniões agora estamos cada vez mais distantes mas o momento que percebo que não faço parte mais grita quando percebo que nos vemos cada vez menos e estamos cada vez mais sem assunto. Será isso um fim ou apenas uma fase?

Sei que esse texto é apenas um desabafo mas talvez alguém também já se sentiu assim, não é mesmo? Se ainda dói ainda há salvação...

Tuesday, July 12, 2016

Olívia Peppers



Dia 1º de Julho fez um ano que ganhei minha linda Dal Monomono de presente!


Ela recebeu o nome de Olívia Peppers. Mas por que Peppers? Pois bem, quando Luly e Lili ,amigas que me apresentaram essas belezuras, mostraram toda a família Groove pela primeira vez eu fiquei absolutamente apaixonada por uma Dall que vi no Flickr (com mohair rosa) e comecei a sonha em ter uma igual que se chamaria Nina Peppers. Como Nina Peppers ainda não chegou Olívia virou sua irmã.

Quando fazia teatro minha diretora (que se tornou uma grande amiga) dizia que eu era boa para criar personas. Se sou boa mesmo não tenho como garantir, porém gosto muito de criar histórias... Sendo assim, conheçam um pouco mais de Olívia. Olívia é doce porém um pouco reservada. Tem muitos amigos mas é de primeiro observar e depois agir.

Gosta de música e é muito eclética. Adora ler e sua atividade física favorita é andar de Skate. Sua personalidade reservada e sensível encontrou refúgio no mundo dos blogs. E de um comentário num blog sobre música nasceu sua grande amizade com uma italiana filha de mãe Brasileira. Cora "Stone" e Olívia Peppers viram amigas quase instantaneamente. Uma complementando a outra em muitos momentos, mas, em essência, sempre olhando na mesma direção.

Cora é vocalista numa banda de rock em sua cidade Natal, Zero Branco por isso numa festa a fantasias Olivia se vestiu de Cora.



Olívia tem uma queda por rapazes mais altos, diferentes e exóticos. Até agora teve algumas paixonites não correspondidas e compartilha uma quedinha pelo mesmo rapaz que seu grande amigo, Regis (Reginald). Os dois ficam sempre juntos contando um para o outro algum pequeno momento ao lado do cruch (que não faz a menor idéia que isso possa ocorrer).



Olívia se sentiu muito atraída por outros países e culturas  e, recentemente, desenvolveu um interesse pelo estudo Wicca. Constantemente procurar se conectar com a natureza e os elementais.



Seu gatinho de estimação chama-se Banksy por que para ela ele é sempre ousado e inteligente. Ele sempre deita-se em suas pernas enquanto ela lê ou escuta música.

No Reveillon Olívia fez uma pequena festa na esperança de que ela e Regis pudessem passar o ano novo em companhia de sua paixão. Mas infelizmente ele não foi. A festa foi divertida mesmo assim.


 Atualmente está muito mais feliz já que sua grande amiga mudou-se para o Brasil. Mas essa é outra história.

Monday, July 11, 2016

Abrindo a caixa de Pandora



Um de meus mangás/animes favoritos (Skip Beat) começava falando que cada um traz dentro de si uma caixa de Pandora que, se aberta, transforma tudo ao seu redor, soltando milhares de emoções reprimidas e sentimentos difíceis de lidar.


Eu concordo mas acho que se deve encarar a caixa por que o medo dela nos coloca em outas caixas (as vezes mais de uma) e ficamos sufocados e tolhidos nos nossos limites auto impostos.

As vezes acho que ao longo da vida nossa caixa de Pandora vai soltando um pouco de seu conteúdo. E ai podemos nos paralisar ou encarar esses bichos papões. A maioria deles nós sequer temos consciência que existem. Outros fingimos desconhecer. Mas alguns são impossíveis de ignorar. Amadurecer é encarar pelo menos os mais fraquinhos deles, na minha humilde opinião.

Recentemente rasguei uma caixinha travestida de crença pessoal. Por alguma razão, dessas que só Deus entende, eu enfiei na minha cabeça que, por eu ser muito estressada e um tanto impaciente, não seria capaz de costurar jamais e que nunca teria paciência para isso. Ledo engano. Para começar por volta de vinte anos atras, quando estava no terrível momento de decidir o que fazer da minha vida (o que renderia mais um milhão de textos), eu adorava desenhar vestidos e me interessava por vestuário. Esse fato me levou a cogitar o curso de moda. Olhando de hoje para o passado vejo que, talvez, o meu estilo de desenho estivesse mais para figurinos do que moda Prêt-à-Porter. Mas de qualquer forma eu também coloquei na minha cabeça que esse não era um curso para mim... Se estava certa ou não, não vem ao caso, mas , mais uma vez, caixinha limitadora atuando! 


Voltando ao ponto, minha vó sempre dizia " Quando a lagoa seca o sapo pula" e ela não poderia estar mais certa. Anos mais tarde, quando meu costureiro teve que nos deixar por um período eu entrei para um curso e descobri que costurar, além de uma habilidade possível para mim, era imensamente prazeroso. O que me levou ao seguinte questionamento: quantas caixas mais nos prendem? Quantas coisas nós simplesmente afirmamos categoricamente sobre nós (e sobre os outros) mesmo que, na verdade, não tem o menor fundamento...?

A própria caixa de Pandora que o anime falava, será que ela é realmente algo que se deve manter fechada? Eu acredito que fingir que os problemas não existem não são a solução. Sendo assim melhor seria tentar enfrentá-los. Fácil de falar difícil de fazer, eu sei. Mas aqui estou levantando questionamentos não apontando soluções, ok? Se encarar todos de uma vez só ficar muito difícil talvez setorizar seja a solução. Vai do jeito que der. Um de cada vez (apesar de que a vida não dá xarope...manda sempre tudo de uma vez! Você que se vire para aguentar).

O que me leva a outra caixinha... A caixinha que nos impede de ver que o coleguinha também está lutando com as caixinhas dele... A imagem que vejo na minha vida atual é a seguinte: Varias pessoas tentando conviver, conversar, se divertir porém cada uma delas está cercada por diversas caixinhas... Caixas totalmente diferentes entre si. As vezes fica difícil escutar o "coleguinha" do lado por que além das barreiras deles temos as nossas. Então meu Deus quantas caixas teremos que lidar? 

Milhares!  Parece difícil não é mesmo? E é. Mas para minha sorte eu convivo muito com gatos e eles adoram caixas. Se enfiam em qualquer uma mesmo que não caiba, mesmo que esbarre no outro gatinho. E fica sempre querendo saber o que está acontecendo dentro da caixa dele, minha e de todo mundo. Acho que é bem por ai. Quando a gente vê que tá difícil para todo mundo a gente se martiriza menos, fica mais suave, mais leve. Os gatos nunca tentam se limitar a caixa eles estouram ela...brincam com ela mas não se sentem limitados nela.

Já tem uns anos que minhas caixas ficaram bem pesadas. Houve uma avalanche sufocante de caixas (doenças, fim de sociedade, mortes, problemas familiares, etc) tudo ao mesmo e passei a tentar ser menos raivosa, menos ansiosa (em processo), menos agressiva e mais compreensiva. Por mais difícil que seja mudar hábitos, sinto que tenho aprendido a lidar com os problemas de forma um pouco menos dolorida. Então talvez tenha conseguido pensar um pouco fora da caixinha. E posso dizer que estou tentando reconhecer minhas caixas, abrir minha caixa de pandora e parar de me encaixar em caixas que sequer são minhas.



É um processo que dura toda a vida por que acima de tudo estou tentando descobrir como é de verdade essa mulher que sou, Não quero mais tentar me encaixar e nem permitir que caixas limitem minhas decisões e cerceie minhas relações. Quero descobrir o que mais deixei fora de mim por não se encaixar nas caixas. Agora quero viver além das caixas...

Saturday, July 9, 2016

Dica de animação Japonesa para o final de semana


Sabadão está rolando solto e se estiver pensando em ficar mais tranquilo no Domingo recomendo uma animação lindíssima que assisti recentemente no querido Netflix: Garden of the words!



Esse filme além de um roteiro delicado e cheio de nuances é de uma beleza avassaladora! Numa sinopse grosseira poderia dizer que apresenta o encontro de duas pessoas que estão se sentindo desconectados com o mundo que as cerca e que justamente por isso se reconhecem como iguais... Dois seres sensíveis e solitários... Claro que tem muito mais do que isso mas para saber fundamental assistyir já que euzinha aqui sou anti spoilers!


O cuidado e esmero dos profissionais que desenvolveram esse filme se percebe em detalhes como esses:


Qual é a foto e qual é a animação? As semelhanças são absurdas!

Enfim um filme que toca a alma das pessoas românticas acima de tudo. Eu super recomendo!


Friday, July 8, 2016

E se eu te perguntasse...


Hoje vou responder uma dessa tags meios maluquinhas que encontramos na internet. Essa eu conheci no Blog Um mundo mil e um estilos que encontrei enquanto zapeava por ai...

Vamos lá:

E SE EU TE PERGUNTASSE ?

1- Você tem alguma mania? Qual?
Várias. Mas não me lembro de nenhuma nesse momento.

2- Você cumprimenta estranhos na rua?
As vezes, depende do meu humor no dia.

3- Quem faz os serviços domésticos na sua casa?
Sim.

4- Você acha que às vezes acaba comprando produtos sem necessidade?
Sim, infelizmente.

5- Você fuma?
Não e odeio o cheiro de cigarro!

6- Quantas pessoas moram na mesma casa que você?
Ao todo dois seres humanos. :D

7- Você tem medo de envelhecer?
As vezes tenho medo de como será minha vida quando eu ficar dependente de alguém.

8- Você usa maquiagem vencida?
Sim. Quase nunca lembro de checar isso! 

9- Qual a sua prioridade na vida?
Ser feliz.

10- Você joga lixo na rua?
Não. Quando não tem lixo levo na bolsa.

11- Você está lendo algum livro? Qual?
Sim. Wish you are here. ;)

12- Com que frequência você faz as unhas?
Não na frequencia que gostaria! :(

13- Você usa hidratante para o rosto? Qual?
Não. Minha péle do rosto é super oleosa!

14- Quais os itens de maquiagem que você usa no dia a dia?
Rímel, batom e corretivo para olheiras! :(

15- Qual câmera você usa para gravar seus vídeos?
Não gravo videos...

16- Qual seu cheiro agora?
Floratta in Blue - Boticário

17- Você acha que os produtos caros são sempre os melhores?
Muitas vezes têm matérias primas superiores. Mas não sempre.

18- Ao sair de um supermercado você percebe que o caixa lhe deu R$ 50 a mais no troco. Você volta e devolve o dinheiro?
Sim. Já fiz várias vezes em situações similares.

19- No ônibus ou em fila de banco, você dá lugar para os idosos?
Sim.

20- Você é uma pessoa sociável?
Sim mas não sempre.

21- Seu celular está sempre com créditos?
Sim.

22- Caso fosse fazer uma cirurgia plástica, o que você mudaria?
Não sei.

23- Sua melhor amiga está sendo traída pelo marido ou namorado. Você contaria caso você soubesse?
Depende da situação. Avaliaria o caso mas a maior probabilidade é que sim!

24- Você comete algum dos pecados capitais? Qual?
Gula

25- Você é feliz?
Sim. Mas nem sempre alegre.

26- Você é uma pessoa vingativa?
Não acredito em vingança.

27- Já se sentiu evitado por uma ou mais pessoas em algum momento da vida?
Sim.

28- Você acredita que as pessoas mudam?
Sim. Mas não repentinamente. Acredito em mudanças graduais.

29- Você gosta de ser visitada com frequência?
Sim.

30- Tem gente que diz que o YouTube é coisa de gente que não tem o que fazer. O que você acha disso?
Acho mediocridade ou no mínimo uma análise muito simplista do mundo atual. Acredito que mídias como Youtube só têm a contribuir para a democratização do processo de divulogação e criação de conteúdos quando bem executadas.

Thursday, July 7, 2016

Os livros que marcaram minha infância


Faz um tempinho queria compartilhar alguns livros que por mais esfarrapados, amassados e encardidos não tenho nenhuma intenção de me desfazer de sequer um deles. São aqueles livros que, apesar de ser voltados para crianças, sempre arrancam um sorriso saudoso no meu rosto!




Para quem foi criança ma década de 80 talvez seja fácil lembrar do Círculo do Livro. Minha mãe sempre comprava livros para meu irmão e eu nessa época! Mas os livros que guardo até hoje são desde a época de pré-escola.



 O primeiro livro à esquerda era de uma coleção. Na minha escolinha tive oportunidade de ler quase todos na pré-escola. Ainda hoje me lembro da história da menina que procurava um gatinho preto... As ilustrações com influências fortes da década de 50 me encantavam!

Apesar do apelo das imagens, alguns deles me conquistavam pela história. Dessa turma vale destacar um em especial!


Para uma pessoa de memória extremamente seletiva e curta lembrar de uma passagem de um livro que li quando era pelo menos 27 anos atrás é algo considerável! Esse livro brinca com palavras e imagens, signos e significantes! Muito lúdico e divertido! Por exemplo:

"A vaca tem quatro patas.
A pata tem dois pés.
Se a vaca tem quatro patas caminha com oito pés?!"

Como escrevi de memória "dei-me licença poética" e abusei do direito adquirido pelo tempo de estar equivocada nos pormenores! Caso tenham no convívio de vocês alguma criança alegre e criativa na fase de alfabetização eu super recomendo! Nem sei se ainda existe mas reina no meu coração!



Em seguida poderia citar inúmeros da minha coleção Disney! Mas os mais amados são: A Bela Adormecida (com direito a encenação da espada da coragem e escudo da verdade ou algo que o valha), Cinderela (que minha mãe contava cantando a música da fada!), Branca de Neve e Dumbo (o que mais emocionava meu irmão e eu)! Devo confessar que o talento nato de minha mãe para contação de histórias contribuiu imensamente para o despertar da paixão de meu irmão e eu pela leitura!

Em breve farei um post inteiro sobre o livro "Os mais belos contos de Fadas" pois suas ilustrações belíssimas foram sem sombra de dúvidas uma influencia fortíssima para mim!

E vocês ainda guardam algum livro da primeira infância?